Sobre Letras FCLAr 2013

Letras Araraquara Noturno

Aglutinação Sinestésica — Fred Negrini

Aglutinação Sinestésica

Que estranha sensação é esta que me consome? Fito
Os teus que fitam os meus olhos fulgurantes e
Lobrigo teus lábios e teu rosto e tua roupa extravagante e
Teu sorriso apaixonantemente sensual!

Apreendido na hiperestesia do mistério sinestésico
Universal, vislumbro teu perfume primaveril, ouço
As batucadas de tua pele sensível, sinto as cores da
Tua voz ludibriantemente lasciva e por justaposição
Destas sensações, saboreio as enegrecidas e

Perfumadas cinzas do teu coração incendiado!

100 Livros

Na busca de o que ler nas férias, é de se pensar sobre o que de realmente bom por nós já foi lido até hoje .

A lista do Le Monde (1999) é mesmo interessante para um primeiro levantamento, ainda que de caráter francófilo demais:

1 — O estrangeiro — Albert Camus — 1942

2 — Em Busca do Tempo Perdido — Marcel Proust — 1913–1927

3 — O Processo — Franz Kafka — 1925

4 — Portugal O Principezinho — Brasil O Pequeno Príncipe — Antoine de Saint-Exupéry — 1943

5 — A condição humana — André Malraux — 1933

6 — Viagem ao fundo da noite — Louis-Ferdinand Céline — 1932

7 — As Vinhas da Ira — John Steinbeck — 1939

8 — Por Quem os Sinos Dobram — Ernest Hemingway — 1940

9 — O Bosque das Ilusões Perdidas — Alain-Fournier — 1913

10 — A Espuma dos Dias — Boris Vian — 1947

11 — O Segundo Sexo — Simone de Beauvoir — 1949

12 — Esperando Godot — Samuel Beckett — 1952

13 — O Ser e o Nada — Jean-Paul Sartre [Nobel prize medal mod.png] — 1943

14 — O Nome da Rosa — Umberto Eco — 1980

15 — Arquipélago Gulag — Alexander Soljenítsin — 1973

16 — Paroles (em francês) — Jacques Prévert — 1946

17 — Álcoois — Guillaume Apollinaire — 1913

18 — O Lótus Azul — Hergé — 1936

19 — Diário de Anne Frank — Anne Frank — 1947

20 — Tristes Trópicos — Claude Lévi-Strauss — 1955

21 — Admirável Mundo Novo — Aldous Huxley — 1932

22 — Mil Novecentos e Oitenta e Quatro — George Orwell — 1949

23 — Asterix o Gaulês — René Goscinny e Albert Uderzo — 1959

24 — A Cantora lirica careca — Eugène Ionesco — 1952

25 — Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie (em alemão) — Sigmund Freud — 1905

26 — A Obra ao Negro — A Obra em Negro — Marguerite Yourcenar — 1968

27 — Lolita — Vladimir Nabokov — 1955

28 — Ulisses — James Joyce — 1922

29 — O Deserto dos Tártaros — Dino Buzzati — 1940

30 — Os Moedeiros Falsos — André Gide — 1925

31 — Le Hussard sur le toit (em francês) — Jean Giono — 1951

32 — Belle du Seigneur (em francês) — Albert Cohen — 1968

33 — Cem Anos de Solidão — Gabriel García Márquez — 1967

34 — O Som e a Fúria — William Faulkner — 1929

35 — Thérèse Desqueyroux (em francês) — François Mauriac — 1927

36 — Zazie no metrô — Raymond Queneau — 1959

37 — Confusão de Sentimentos — Stefan Zweig — 1927

38 — Portugal E Tudo o Vento levou — Brasil …E o Vento Levou — Margaret Mitchell — 1936

39 — O Amante de Lady Chatterley — D. H. Lawrence — 1928

40 — A Montanha Mágica — Thomas Mann — 1924

41 — Bom dia, Tristeza — Françoise Sagan — 1954

42 — Le Silence de la mer (em francês) — Vercors — 1942

43 — A vida: modo de usar — Georges Perec — 1978

44 — O Cão dos Baskervilles — Arthur Conan Doyle — 1901–1902

45 — Sob o Sol de Satã — Georges Bernanos — 1926

46 — O Grande Gatsby — F. Scott Fitzgerald — 1925

47 — A Brincadeira — Milan Kundera — 1967

48 — O Desprezo — Alberto Moravia — 1954

49 — O Assassinato de Roger Ackroyd — Agatha Christie — 1926

50 — Nadja — André Breton — 1928

51 — Aurélien (em francês) — Louis Aragon — 1944

52 — Le Soulier de satin (em francês) — Paul Claudel — 1929

53 — Seis Personagens à Procura de um Autor — Luigi Pirandello — 1921

54 — A Resistível Ascensão de Arturo Ui — Bertolt Brecht — 1959

55 — Vendredi ou les Limbes du Pacifique (em francês) — Michel Tournier — 1967

56 — A Guerra dos Mundos — H. G. Wells — 1898

57 — Portugal Se Isto É um Homem — Brasil É isso um Homem? — Primo Levi — 1947

58 — O Senhor dos Anéis — J. R. R. Tolkien — 1954–1955

59 — Les Vrilles de la vigne (em francês) — Colette — 1908

60 — Capital da dor — Paul Éluard — 1926

61 — Martin Eden — Jack London — 1909

62 — A Balada do Mar Salgado — Hugo Pratt — 1967

63 — O Grau Zero da Escrita — Roland Barthes — 1953

64 — A honra perdida de Katrarina Blum — Heinrich Böll — 1974

65 — A Costa das Sirtes — Julien Gracq — 1951

66 — As palavras e as coisas — Michel Foucault — 1966

67 — Pé na estrada — Jack Kerouac — 1957

68 — A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia — Selma Lagerlöf — 1906–1907

69 — A Room of One’s Own (em inglês) — Virginia Woolf — 1929

70 — Crônicas Marcianas — Ray Bradbury — 1950

71 — O deslumbramento de Lol V. Stein — Marguerite Duras — 1964

72 — O Processo de Adão Pollo — J. M. G. Le Clézio — 1963

73 — Tropismes (em francês) — Nathalie Sarraute — 1939

74 — Jornal — Jules Renard — 1925

75 — Lord Jim — Joseph Conrad — 1900

76 — Escritos — Jacques Lacan — 1966

77 — O Teatro e seu Duplo — Antonin Artaud — 1938

78 — Manhattan Transfer (em inglês) — John Dos Passos — 1925

79 — Ficções — Jorge Luis Borges — 1944

80 — Moravagine (em francês) — Blaise Cendrars — 1926

81 — O General do Exército Morto — Ismail Kadare — 1963

82 — A Escolha de Sofia — William Styron — 1979

83 — Romancero Gitano — Federico García Lorca — 1928

84 — Pietr-le-Letton (em francês) — Georges Simenon — 1931

85 — Nossa Senhora das Flores — Jean Genet — 1944

86 — O Homem sem Qualidades — Robert Musil — 1930–1932

87 — Fureur et mystère (em francês) — René Char — 1948

88 — Portugal À Espera no Centeio — Portugal Uma Agulha num Palheiro — Brasil O Apanhador no Campo de Centeio — J. D. Salinger — 1951

89 — No Orchids For Miss Blandish (em inglês) — James Hadley Chase — 1939

90 — Blake & Mortimer — Edgar P. Jacobs — 1950

91 — Os Cadernos de Malte Laurids Brigge — Rainer Maria Rilke — 1910

92 — La Modification (em francês) — Michel Butor — 1957

93 — As origens do totalitarismo — Hannah Arendt — 1951

94 — Portugal Margarida e o Mestre — Brasil O Mestre e Margarida — Mikhail Bulgakov — 1967

95 — Portugal Rosa-Crucificação — Brasil Crucificação Encarnada — Henry Miller — 1949–1960

96 — Portugal À Beira do Abismo — Brasil O sono eterno — Raymond Chandler — 1939

97 — Amers (em francês) — Saint-John Perse — 1957

98 — Gastão — André Franquin — 1957

99 — Debaixo do Vulcão — Malcolm Lowry — 1947

100 — Os Filhos da Meia-Noite — Salman Rushdie — 1981

The 100 Most Influential Books Ever Written: The History of Thought from Ancient Times to Today de 1998, mais universal, também é uma lista a se considerar:

1 — textos clássicos chineses — I ching — c. 1500 AC (em domínio público)

2 — Bíblia hebraica — O Velho testamento — c. 1500 AC (em domínio público)

3 — Homero — A Ilíada e A Odisseia — c. IX AC (em domínio público)

4 — livro sagrado do hinduísmo — Os Upanixades — c. 700-400 AC (em domínio público)

5 — Lao-Tsé — O caminho e seu poder — séc. III AC[a] (em domínio público)

6 — livro sagrado do zoroastrismo — O Avesta — c. 500 AC (em domínio público)

7 — Confúcio — Analectos — c. séc. IV-V AC (em domínio público)

8 — Tucídedes — História da Guerra do Peloponeso — séc. V AC (em domínio público)

9 — Hipócrates — Obras — c. 400 AC (em domínio público)

10 — Aristóteles — Obras — séc. IV AC (em domínio público)

11 — Heródoto — História — séc. IV AC (em domínio público)

12 — Platão — A República — c. 380 AC (em domínio público)

13 — Euclides — Elementos de geometria — c. 280 AC (em domínio público)

14 — textos sagrados do budismo — O Dhammapada — c. 252 AC (em domínio público)

15 — Virgílio — A Eneida — 70-19 AC (em domínio público)

16 — Lucrécio — Da natureza da realidade — c. 55 AC (em domínio público)

17 — Fílon de Alexandria — Exposições alegóricas das leis divinas — séc. I DC (em domínio público)

18 — Bíblia cristã — O Novo testamento — c. 64-110 (em domínio público)

19 — Plutarco — Vidas paralelas — c. 50-120 (em domínio público)

20 — Tácito — Anais, da morte do divino Augusto — c. 120 (em domínio público)

21 — evangelho gnóstico — O evangelho da verdade — c. séc. I (em domínio público)

22 — Marco Aurélio — Meditações — 167 (em domínio público)

23 — Sexto Empírico — Hipotiposes pirrônicas — c. 150-210 (em domínio público)

24 — Plotino — Novenas — séc. III (em domínio público)

25 — Agostinho de Hipona — Confissões — c. 400 (em domínio público)

26 — livro sagrado do islamismo — O Corão — séc. VII (em domínio público)

27 — Maimônides — Guia para os perplexos — 1190 (em domínio público)

28 — tradição do misticismo judaico — A Cabala — séc. XII (em domínio público)

29 — Tomás de Aquino — Suma teológica — 1266-1273[b] (em domínio público)

30 — Dante Alighieri — A Divina comédia — 1321 (em domínio público)

31 — Erasmo de Roterdã — Elogio da loucura — 1509 (em domínio público)

32 — Nicolau Maquiavel — O Príncipe — 1532[c] (em domínio público)

33 — Martinho Lutero — Do Cativeiro Babilônico da Igreja — 1520 (em domínio público)

34 — François Rabelais — Gargântua e Pantagruel — 1534 e 1532 (em domínio público)

35 — João Calvino — Institutos da religião cristã — 1536 (em domínio público)

36 — Nicolau Copérnico — Da revolução das órbitas celestiais — 1543 (em domínio público)

37 — Michel de Montaigne — Ensaios — 1580 (em domínio público)

38 — Miguel de Cervantes — Dom Quixote — parte I: 1605; parte II: 1615 (em domínio público)

39 — Johannes Kepler — A harmonia do mundo — 1619 (em domínio público)

40 — Francis Bacon — Novum organum — 1620 (em domínio público)

41 — William Shakespeare — Primeiro fólio — 1623 (em domínio público)

42 — Galileu Galilei — Diálogo sobre os grandes sistemas do mundo — 1632 (em domínio público)

43 — René Descartes — Discurso sobre o método — 1637 (em domínio público)

44 — Thomas Hobbes — Leviatã — 1651 (em domínio público)

45 — Gottfried Wilhelm Leibniz — Obras — 1663-1716 (em domínio público)

46 — Blaise Pascal — Pensamentos — 1670 (em domínio público)

47 — Baruch Spinoza — Ética — 1677 (em domínio público)

48 — John Bunyan — O progresso do peregrino — 1678-1684 (em domínio público)

49 — Isaac Newton — Princípios matemáticos da filosofia natural — 1687 (em domínio público)

50 — John Locke — Ensaio sobre a compreensão humana — 1689 (em domínio público)

51 — George Berkeley — Os princípios do conhecimento humano — 1710, rev. 1734 (em domínio público)

52 — Giambattista Vico — A Nova ciência — 1725, rev. 1730, 1744 (em domínio público)

53 — David Hume — Um tratado da natureza humana — 1739-40 (em domínio público)

54 — Denis Diderot (org.) — A Enciclopédia — 1751-1772 (em domínio público)

55 — Samuel Johnson — Um dicionário da língua inglesa — 1755 (em domínio público)

56 — Voltaire — Cândido — 1759 (em domínio público)

57 — Thomas Paine — Senso comum — 1776 (em domínio público)

58 — Adam Smith — Uma pesquisa sobre a natureza e as causas da riqueza das nações — 1776 (em domínio público)

59 — Edward Gibbon — Declínio e queda do Império Romano — 1776-1787 (em domínio público)

60 — Immanuel Kant — Crítica da razão pura — 1781, rev. 1787 (em domínio público)

61 — Jean-Jacques Rousseau — Confissões — 1781 (em domínio público)

62 — Edmund Burke — Reflexões sobre a Revolução na França — 1790 (em domínio público)

63 — Mary Wollstonecraft — Reivindicações dos direitos da mulher — 1792 (em domínio público)

64 — William Godwin — Uma pesquisa sobre justiça política — 1793 (em domínio público)

65 — Thomas Robert Malthus — Ensaio sobre o princípio da população — 1798, rev. 1803 (em domínio público)

66 — Georg Wilhelm Friedrich Hegel — Fenomenologia do espírito — 1807 (em domínio público)

67 — Arthur Schopenhauer — O mundo como vontade e representação — 1819 (em domínio público)

68 — Auguste Comte — Curso em filosofia positivista — 1830-1842 (em domínio público)

69 — Carl von Clausewitz — Da guerra — 1832 (em domínio público)

70 — Søren Kierkegaard — Ou isso/ ou aquilo — 1843 (em domínio público)

71 — Karl Marx e Friedrich Engels — O manifesto comunista — 1848 (em domínio público)

72 — Henry David Thoreau — Desobediência civil — 1849 (em domínio público)

73 — Charles Darwin — A origem das espécies pela seleção natural — 1859 (em domínio público)

74 — John Stuart Mill — Sobre a liberdade — 1859 (em domínio público)

75 — Herbert Spencer — Primeiros princípios — 1862 (em domínio público)

76 — Gregor Mendel — Experimentos sobre híbridos das plantas — 1866 (em domínio público)

77 — Tolstoi — Guerra e paz — 1868-1869 (em domínio público)

78 — James Clerk Maxwell — Tratado sobre eletricidade e magnetismo — 1873 (em domínio público)

79 — Friedrich Nietzsche — Assim falou Zaratustra — 1883-1885 (em domínio público)

80 — Sigmund Freud — A interpretação dos sonhos — 1900[d] (em domínio público)

81 — William James — Pragmatismo — 1908[e] (em domínio público)

82 — Albert Einstein — Relatividade — 1916 (em domínio público)

83 — Vilfredo Pareto — Tratado da sociologia geral — 1916 (em domínio público)

84 — Carl Gustav Jung — Tipos psicológicos — 1921.

85 — Martin Buber — Eu e tu — 1923.

86 — Franz Kafka — O processo — 1925 (em domínio público)

87 — Karl Popper — A lógica da descoberta científica — 1934.

88 — John Maynard Keynes — Teoria geral do emprego, lucro e dinheiro — 1936.

89 — Jean-Paul Sartre — O ser e o nada — 1943.

90 — Friedrich von Hayek — O caminho para a servidão — 1944.

91 (em domínio público)one de Beauvoir — O segundo sexo — 1948.

92 — Norbert Wiener — Cibernética — 1948, rev. 1961.

93 — George Orwell — 1984 — 1949.

94 — George Ivanovich Gurdjieff — Histórias de Belzebu para seu neto — 1950.

95 — Ludwig Wittgenstein — Investigações filosóficas — 1953.

96 — Noam Chomsky — Estruturas sintáticas — 1957.

97 — Thomas Kuhn — A estrutura das revoluções científicas — 1962, rev. 1970.

98 — Betty Friedan — A mística feminina — 1963.

99 — Mao Tsé-Tung (atribuído) — Citações do comandante Mao Tse-Tung — 1966.

100 — B. F. Skinner — Além da liberdade e da dignidade — 1971.

Agora, entre os brasileiros, lembro-me daquela lista da revista Bravo! (por ordem do número de indicações nas obras de referência citadas abaixo).

1 — Grande sertão: veredas, Guimarães Rosa

2 — Dom Casmurro, Machado de Assis

3 — Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis

4 — O cortiço, Aluísio Azevedo

5 — Os sertões, Euclides da Cunha

6 — Macunaíma , Mário de Andrade

7 — A paixão segundo G.H., Clarice Lispector

8 — São Bernardo, Graciliano Ramos

9 — Vidas secas, Graciliano Ramos

10 — Angústia, Graciliano Ramos

11 — Sagarana, Guimarães Rosa

12 — Quincas Borba, Machado de Assis

13 — Memórias sagento de milícias, Manuel A. de Almeida

14 — Eu, Augusto dos Anjos

15 — A hora da estrela, Clarice Lispector

16 — Laços de família, Clarice Lispector

17 — Os ratos, Dyonélio Machado

18 — O tempo e o vento, Érico Veríssimo

19 — Gabriela,  cravo e canela, Jorge Amado

20 — Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto

21 — A mão e a luva, Machado de Assis

21 — Iaiá Garcia, Machado de Assis

22 — Memorial de Aires, Machado de Assis

23 — Papéis avulsos, Machado de Assis

24 — A Estrela sobe, Marques Rebelo

25 — O sítio do pica-pau amarelo, Monteiro Lobato

26 — O quinze, Rachel de Queiroz

27 — O ateneu, Raul Pompéia

28 — Brás,  bexiga e barra funda, Antônio de Alcântara Machado

29 — Sermões, Antonio Vieira

30 — Ópera dos mortos, Autran Dourado

31 — Claro enigma, Carlos Drummond de Andrade

32 — Espumas flutuantes, Castro Alves

33 — Romanceiro da inconfidência, Cecília Meireles

34 — Broquéis, Cruz e Sousa

35 — Casa grande e senzala, Gilberto Freyre

36 — Memórias do cárcere, Graciliano Ramos

37 — Obra poética, Gregório de Matos

38 — Corpo de baile, Guimarães Rosa

39 — Morte e vida severina, João Cabral de Melo Neto

40 — Dona Flor e seus dois maridos, Jorge Amado

41 — Jubiabá, Jorge Amado

42 — Tenda dos milagres, Jorge Amado

43 — Invenção de Orfeu, Jorge de Lima

44 — Iracema, José de Alencar

45 — Lucíola, José de Alencar

46 — O guarani, José de Alencar

47 — Os cavalinhos de platiplanto, José J. Veiga

48 — Fogo morto, José Lins do Rego

49 — Libertinagem, Manuel Bandeira

50 — A vida como ela é, Nelson Rodrigues

51 — Poesias, Olavo Bilac

52 — Lavoura arcaica, Raduan Nassar

53 — Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda

54 — Obra poética, Vinicius de Moraes

55 — Noite na taverna, Álvares de Azevedo

56 — Quarup, Antonio Callado

57 — Romance da Pedra do Reino , Ariano Suassuna

58 — O uraguai, Basílio da Gama

59 — A escrava Isaura, Bernardo Guimarães

60 — A rosa do povo, Carlos Drummond de Andrade

61 — Uma aprendizagem, Clarice Lispector

62 — O vampiro de Curitiba, Dalton Trevisan

63 — O pagador de promessas, Dias Gomes

64 — O encontro marcado, Fernando Sabino

65 — Poema sujo, Ferreira Gullar

66 — Primeiros Cantos, Gonçalves Dias

67 — Canaã, Graça Aranha

68 — Primeiras estórias, Guimarães Rosa

69 — Zero, Ignácio de Loyola Brandão

70 — Malagueta,  Perus e Bacanaço, João Antônio

71 — Contos gauchescos, João Simões Lopes Neto

72 — Viva o povo brasileiro, João Ubaldo Ribeiro

73 — A moreninha, Joaquim M. Macedo

74 — Minha formação, Joaquim Nabuco

75 — Mar morto, Jorge Amado

76 — Farda,  fardão,  camisola de dormir, Jorge Amado

77 — Terras do sem fim, Jorge Amado

78 — O coronel e o lobisomem, José Cândido Carvalho

79 — O demônio familiar, José de Alencar

80 — Senhora, José de Alencar

81 — Pedra Bonita, José Lins do Rego

82 — Crônica da casa assassinada, Lúcio Cardoso

83 — As meninas, Lygia Fagundes Telles

84 — Estrela da manhã, Manuel Bandeira

85 — Ritmo dissoluto, Manuel Bandeira

86 — Paulicéia desvairada, Mário de Andrade

87 — Fundador, Nélida Piñon

88 — Vestido de noiva, Nelson Rodrigues

89 — Memórias sentimentais de João Miramar, Oswald de Andrade

90 — Veronika decide morrer, Paulo Coelho

91 — Baú de ossos, Pedro Nava

92 — A coleira do cão, Rubem Fonseca

93 — Cartas chilenas, Tomás Antônio Gonzaga

94 — Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga

95 — Inocência, Visconde de Taunay

96 — Cascalho, Herberto Sales

97 — O mez da grippe, Valêncio Xavier

98 — Gramática expositiva do chão, Manoel de Barros

99 — O feijão e o sonho, Orígenes Lessa

Os que “quase” entram na lista dos 100:

  1. A alma encantadora das ruas, João do Rio
  2. A menina morta, Cornélio Pena
  3. A morte da porta-estandarte, Aníbal Machado
  4. A normalista, Adolfo Caminha
  5. A obscena senhora D, Hilda Hilst
  6. A república dos sonhos, Nélida Piñon
  7. A senhorita Simpson, Sérgio Sant’Anna
  8. As metamorfoses, Murilo Mendes
  9. Auto da Compadecida, Ariano Suassuna
  10. Avalovara, Osman Lins
  11. Bagagem, Adélia Prado
  12. Budapeste, Chico Buarque
  13. Catatau, Paulo Leminski
  14. Corpo vivo, Adonias Filho
  15. Deus lhe pague, Joracy Camargo
  16. Dois irmãos, Milton Hatoum
  17. Essa terra, Antonio Torres
  18. Febeapá, Stanislaw Ponte Preta
  19. Ficções, Hilda Hilst
  20. Galvez,  imperador do acre, Márcio Souza
  21. Harmada, João Gilberto Noll
  22. Histórias mal contadas, Silviano Santiago
  23. I-juca pirama, Gonçalves Dias
  24. Juca mulato, Menotti del Picchia
  25. Lira dos vinte anos, Álvares de Azevedo
  26. Mar absoluto, Cecília Meireles
  27. Memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz
  28. Menino de engenho, José Lins do Rego
  29. Morangos mofados, Caio Fernando Abreu
  30. O amanuense Belmiro, Cyro dos Anjos
  31. O cão sem plumas, João Cabral de Melo Neto
  32. O centauro no jardim, Moacyr Scliar
  33. O ex-mágico, Murilo Rubião
  34. O Guesa, Sousândrade
  35. O mulo, Darcy Ribeiro
  36. O reduto, Wilson Lins
  37. O rei da vela, Oswald de Andrade
  38. O tronco, Bernardo Élis
  39. Obra poética, Cláudio M. Costa
  40. Pau Brasil, Oswald de Andrade
  41. Primaveras, Casimiro de Abreu
  42. Recordações do escr. Isaías Caminha, Lima Barreto
  43. Sargento Getúlio, João Ubaldo Ribeiro
  44. Serafim ponte grande, Oswald de Andrade
  45. Teatro, Qorpo Santo
  46. Últimos sonetos, Cruz e Sousa
  47. Um copo de cólera, Raduan Nassar
  48. A senhorita Simpson, Sérgio Sant’Anna
  49. Urupês, Monteiro Lobato
  50. Vastas emoções e pens. Imperfeitos, Rubem Fonseca
  51. Viagem, Cecília Meireles
  52. Xadrez de estrelas, Haroldo de Campos

BIBLIOGRAFIA:

  1. Alfredo Bosi, 2005
  2. Revista Bravo Lit. Bras. , 2006
  3. Revista Bravo Lit. Mundial, 2009
  4. Clube do Livro da Noruega, 2002
  5. Leitura Crítica, Gerana Damulakis
  6. Folha de São Paulo, 1999
  7. 100 autores que você precisa ler, Léa Masina, 2008
  8. 100 livros recomendados, Goulart Gomes
  9. Gênio, Harold Bloom
  10. Por que ler os clássicos, Ítalo Calvino
  11. Panorama da Literatura  — Cadernos EntreLivros
  12. 1001 livros para ler antes de morrer, 2007
  13. As obras-primas que poucos leram, Heloísa Seixas (org.)
  14. 501 must-read books
  15. 101 livros que mudaram a humanidade, 2005, Superinteressante
  16. Os imortais da Lit. Universal, Ed. Abril, 1972
  17. 501 Great Writers
  18. THE GUARDIAN, 2002

O que é aula?

Como conceituar o termo aula? Em outros termos, o que devemos entender por aula no contexto universitário? O vocábulo é tão óbvio, em decorrência de sua vinculação com a prática educativa, que, a rigor, nem os livros de didática trazem estudos aprofundados sobre o tema. O que existe, e em quantidade, é a crítica severa à forma exclusiva de trabalho escolar que utiliza padrão rígido de prática pedagógica sancionada pela tradição e alicerçada unicamente na prática fechada da exposição oral.

A análise da realidade pedagógica chamada aula pressupõe a existência de, pelo menos, cinco elementos estruturantes. A aula é síntese de:

· método;
· conteúdo;
· sujeitos;
· contexto e
· intencionalidade.

A aula caracteriza-se por ser espaço cultural que acontece entre pessoas em situação de diálogo, de comunicação e intersubjetividade. É o caso específico de alguém que domina o saber, o conhecimento sistematizado e tem condições intelectuais de transmiti-lo a muitos num processo multiplicativo. É o exemplo típico de relação “um para muitos”. O aluno, por sua vez, é aquele que procura apropriar/assimilar o saber, transmitido de forma sistemática, organizada, estruturada. A aula, portanto, é o momento que a atividade de sujeitos distintos (no caso, professor e aluno) coordenam ações em função da relação ensino e aprendizagem. É a atividade subjetiva-objetiva do ato de ensinar e de se apropriar do conhecimento humano, entendido este como a maneira de compreender a estrutura da realidade físico-natural, social e humana. A aula compreende, pois, um conteúdo, isto é, um saber acumulado e, ao mesmo tempo, em expansão mediante o processo de pesquisa. O conteúdo é o conhecimento estruturado, conhecimento que se caracteriza pelo relacionamento de conceitos, leis, princípios, axiomas, observações, análises etc. O bom ensino evidencia como os conteúdos de diferentes áreas do conhecimento se relacionam interna (numa área específica de conhecimento) e externamente (entre distintas áreas do saber humano). Neste sentido, conhecer significa ir além da mera informação, porque o conhecimento pressupõe a capacidade de relacionar fatos, dados, leis, princípios, teorias etc. numa ordem lógico-conceitual que permita decifrar a realidade de maneira racional, ordenada e articulada. A aula será, enfim, o encontro da subjetividade do professor e do aluno com a objetividade do conhecimento estruturado, escolarmente traduzido sob a forma tradicional de disciplinas, fruto de pesquisa e do esforço humano em compreender e decifrar a realidade concreta do mundo. Em suma, a aula se caracteriza pela intersubjetividade da relação pedagógica entre docente-discente em função do conhecimento objetivo da realidade natural, social e humana.

Mas a aula não é somente o encontro de sujeitos distintos em função do conhecimento humano historicamente acumulado, constantemente ampliado e revisto. A aula pressupõe relacionamento metódico e regular entre docente e discente; em outros termos, a aula trabalha com conteúdos do conhecimento sob determinadas formas pedagógicas que possam permitir melhor apropriação do saber estruturado. Em outras palavras, ao tratar do conhecimento e sua assimilação/apropriação o professor opta ou decide por um método (ou forma) de colocar o aluno em contato, nem sempre vivo, diga-se, com a realidade do saber organizado e apresentado ao aluno sob a forma de disciplina ou atividade. O método (ou forma) poderá ser inadequado, não significativo para o aluno, porque longe de sua experiência de vida e das necessidades intelectuais, sociais ou culturais. Daí o cuidado de ensinar os conteúdos de forma viva, compreensiva, dinâmica e essencialmente estruturada. O uso de métodos vivos de ensino, calcados na compreensão e no diálogo entre o professor e a classe, centrados em problemas postos pela prática social e relevantes dos pontos de vista científico constitui orientação segura ao ensino significativo, tanto para o indivíduo, como para a sociedade. O método utilizado pelo docente evidencia, seguramente, a concepção de educação defendida consciente ou inconsciente, a visão de sociedade e de ser humano que subjazem à ação pedagógica. Via de regra métodos tradicionais de ensino significam adesão às pedagogias não-críticas interessadas em tratar o conteúdo pelo conteúdo. Em contrapartida métodos vivos, centrados na prática social, marcam a adesão às pedagogias críticas que valorizam o entorno, o contexto e sua transformação, o trabalho, a realidade social vivida e vivenciada pelo professor e aluno. Não se pode desprezar a formação sólida nos conteúdos científicos e tecnológicos, mas uma educação meramente científica e tecnológica seria inadequada sem a articulação com valores importantes como autonomia das pessoas e da sociedade, emancipação individual e coletiva, democracia e justiça social. Sem uma definição em relação ao sentido a ser dado aos conteúdos a educação tende a reforçar a desigualdade e a exclusão negando-se como força humanizadora. Portanto, a aula, como espaço cultural, terá de se haver com as questões postas pelo contexto e pela intencionalidade humana. A objetividade do conhecimento científico e tecnólogico é valor inestimável para a humanidade quando posta a serviço de objetivos e metas humanas. A articulação coerente entre meios e fins surge como fundamental na ação pedagógica de ensinar. Em suma, a aula, como expressão do ensino, será sempre síntese de conteúdo e forma, contexto e intencionalidade, todos articulados em função de sujeitos ou subjetividades circunscritas numa situação de ensino e aprendizagem. Entende-se que com essas notas distintivas será possível distinguir a aula da não-aula. A aula pressupõe relacionamento efetivo entre docente e alunos numa situação de ensino e aprendizagem em função de conteúdos previamente selecionados e valorizados com o objetivo de dotar as pessoas de conhecimento estruturado, sistematizado, organizado, capaz de oferecer às pessoas o instrumental simbólico útil, indispensável à leitura objetiva da realidade material, natural, social e humana. Não seria demais ressaltar que a noção de aula pressupõe ação contínua e demorada ao longo de determinado período de tempo entre pessoas com intencionalidades distintas, uma de ensinar e a outra de aprender num contexto de prática coletiva.

Trecho extraído do documento Regulamentação do Art. 57 da LDB emitido pela Pró-reitoria de Graduação da UNESP

Literatura e cultura portuguesa

Modalidade: Bacharelado/ Licenciatura Plena
Departamento Responsável: Literatura
Nome da Disciplina: Literatura e cultura portuguesa
Seqüência Aconselhada: 1ºano / 2º semestre
Obrigatória
Pré-requisito: Não há
Créditos: 02
Carga Horária total: 30 horas
Teórica: 30 horas

Objetivos

Refletir sobre a constituição de uma identidade cultural portuguesa a partir da discussão de textos que caracterizam as bases históricas e filosóficas do pensamento português.
Identificar os elementos representativos, na expressão literária, do imaginário português.
Inserir a cultura portuguesa num contexto de diálogo com as demais literaturas de língua portuguesa e com a tradição cultural europeia.

Conteúdo Programático

1. O conceito de identidade nacional.
2. Especificidades do contexto português: história, cultura e Nação.
3. Formação da literatura portuguesa: imaginário lusíada e mitos diretores (o lirismo, o sebastianismo, o saudosismo)
4. Representações literárias e identidade nacional: interfluências
5. Portugal hoje: tradição e modernidade.

Metodologia de Ensino

Aulas expositivas
Leitura e discussão de textos teórico-críticos
Análise de textos literários
Seminários
Trabalhos de pesquisa e de interpretação de textos.

Bibliografia

ABDALA JR., Benjamin. Literatura – História e Política. São Paulo: Àtica/CNPq, 1989.
ALMADA-NEGREIROS, José Sobral de. Portugal no mapa da Europa. In: ______. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar: 1997. p. 825-7.
________. As 5 unidades de Portugal. In: ________. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 827-9.
DURAND, Gilbert . Longínquo Atlântico e próximo telúrico, imaginário lusitano e imaginário brasileiro. In: ________. Campos do imaginário. Lisboa: Instituto Piaget, 1998.
GOBBI, M.V.Z., JUNQUEIRA, R.S. e FERNANDES, M.L.O (orgs.). Intelectuais portugueses e a cultura brasileira. São Paulo: Edunesp/Bauru: Edusc, 2002.
GUIMARÃES, Fernando. Poética do Saudosismo. Lisboa: Presença, 1998.
LOURENÇO, Eduardo. O Labirinto da saudade: psicanálise mítica do destino português. 5ª ed. Lisboa: D. Quixote, 1992.
OLIVEIRA MARTINS, J. P. História de Portugal. 11ª ed. Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira Livraria Editora, 1927.
PASCOAES, Teixeira de. O homem universal e outros escritos. Lisboa: Assírio e Alvim, 1993.
_______. Os poetas lusíadas. Lisboa: Assírio e Alvim, 1981.
QUENTAL, Antero de. Causas da decadência dos povos peninsulares. 5ª ed. Lisboa: Ulmeiro, 1987.
SANTOS, Boaventura Sousa. Pela mão de Alice. São Paulo: Cortez, 1995.
SARAIVA, Antonio José. Para a História da Cultura em Portugal. 4ª ed. Mem Martins: Europa-América, 1972.
SENA, Jorge de. Estudos de história e de cultura. Lisboa: Ocidente, 1963. v. I.
SÉRGIO, Antonio. Ensaios. Lisboa: Sá da Costa, 1980. 8 v.
______. Breve interpretação da História de Portugal. 10ª. Ed. Lisboa: Sá da Costa, 1981.
SERRÃO, Joel. Temas oitocentistas. Lisboa: Ática, 1959.
TURCHI, Maria Zaira. Literatura e antropologia do imaginário. Brasília: Ed. da UnB, 2003.

Textos ficcionais:

ALMEIDA GARRETT. Viagens na minha terra. Porto: Livraria Figueirinhas, 1954.
BESSA-LUÍS, Agust ina. Adivinhas de Pedro e Inês. Lisboa: Guimarães e Cia, Editores, 1983.
CORREIA, Natália. Erros meus, má fortuna, amor ardente. Porto: Fernando Ribeiro de Mello Ed. , Edições Afrodite, 1981.
FARIA, Almeida. O Conquistador. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
HERCULANO, Alexandre. Lendas e narrat ivas. Lisboa: Bertrand, s.d.
MACEDO, Helder. Vícios e Virtudes. São Paulo: Record, 2002.
MELO, João de. O homem suspenso. Lisboa: D. Quixote, 1996.
SARAMAGO, José. A Jangada de Pedra. Lisboa: Caminho, 1986.

Critérios da avaliação de aprendizagem e atividades de recuperação

O aluno deve mostrar-se capaz de ler crit icamente o texto literário e de estabelecer relações do texto com o seu respectivo contexto. Deve, igualmente, mostrar-se capaz de expressar adequadamente, por escrito, o seu pensamento crítico acerca da literatura.
Atividades de recuperação: estudo orientado.

Ementa

O conceito de identidade. Portugal no contexto europeu. A construção da identidade nacional. Imaginário. Mito. Lusitanidade. Representação literária do imaginário. Diálogo entre a literatura portuguesa e outras literaturas.