Estudos literários II

Modalidade: Bacharelado/ Licenciatura Plena
Departamento Responsável: Literatura
Nome da Disciplina: Estudos literários II
Sequência Aconselhada: 1º ano – 2º semestre
Obrigatória
Pré-requisito: Não há
Créditos: 02
Carga Horária total: 30 horas
Teórica: 30 horas

Objetivos

Capacitar o aluno para a leitura e apreensão do texto narrativo literário, das categorias ficcionais que o caracterizam.

Conteúdo Programático

16. O teatro clássico
17. A trajetória do teatro moderno
18. A épica clássica
19. O romance moderno
20. A evolução da lírica
21. A lírica moderna

Metodologia de Ensino

Aulas expositivas / Análise e interpretação de textos literários / Seminários Temáticos.

Bibliografia

ARISTÓTELES. Poética. Porto Alegre: Globo, 1966.
CANDIDO A e outros. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 1972.
CARLSON, M Teorias do teatro. São Paulo: Edunesp, 1999.
CASAIS MONTEIRO, A. Sociedade e indivíduo no romance. Apontamentos sobre a crítica de romances. Acerca do romance. O romancista, filósofo do homem comum. In: O romance. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1964.
FARIA, J.R.G. O classicismo. São Paulo: Perspectiva, Col. Stylus, 1997.
FRIEDRICH, H. Estrutura da lírica moderna. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1991.
GASSNER, J. Mestres do teatro. São Paulo: Perspectiva, 1991. 2a. ed.
KAYSER, W. O processo épico. Formas basilares da épica. In: Análise e interpretação da obra literária. Coimbra: Armênio Amado, 1967.
KITTO, H.D.F. Tragédia grega. Coimbra: Armênio Amado, 1990.
LESKY, A. A tragédia grega. São Paulo: Perspectiva, 1976.
MAGALDI, S. Iniciação ao teatro. São Paulo: Ática, 1991. 4a ed.
PAVIS, Patrice. Dicionário de teatro. São Paulo: Editora Perspectiva, 2001.
RYNGAERT, JP. Introdução à análise do teatro. SP: Martins Fontes.
ROSENFELD, A. Prismas do teatro. SP: Perspectiva, 1993.
______________. Teatro moderno. SP: Perspectiva, 1977.
______________. Texto/Contexto. SP: Perspectiva, 1969.
SIMÕES, JG. Sobre a arte do romance. Da imaginação do romancista. Da história e do romance. In: Novos temas. Ensaios de literatura e estética. Lisboa: Editorial Inquérito, 1938.
STAIGER, E. Conceitos fundamentais da poética. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1972.
VASCONCELLOS, L.P. Dicionário de teatro. SP: LPM, 1987. 3ª ed.

Critérios da avaliação de aprendizagem e atividades de recuperação

Procedimentos de avaliação: prova escrita e trabalhos de aproveitamento de leituras.
Atividades de recuperação: estudo orientado.

Ementa

Leitura crítica de textos fundadores da literatura ocidental.

Introdução à fonética e à fonologia

Modalidade: Bacharelado/Licenciatura Plena
Departamento Responsável: Linguística
Nome da disciplina: Introdução à fonética e à fonologia
Sequência aconselhada: 2° semestre do 1° ano
Obrigatória
Pré-requisito: Não há
Créditos: 02
Carga Horária total: 30 horas
Teórica: 30 horas

Objetivos

Levar ao aluno os conhecimentos básicos das áreas de Fonética e Fonologia. Introdução aos procedimentos científicos de análise dos sons das línguas.

Conteúdo Programático

1 Noções básicas de Fonética Articulatória:
Mecanismos de produção da fala;
Classificação das consoantes;
Classificação das vogais;
Elementos prosódicos: acento, ritmo, entoação, tessitura.

2 A Fonologia dentro dos moldes estruturalistas – Fonêmica:
Noções básicas: fonema, contexto, par mínimo, par análogo, alofonia, variação, neutralização, arquifonema; Processos fonológicos.

3 A teoria dos traços distintivos.

Metodologia de Ensino

Aulas expositivas e teórico-práticas. Exercícios práticos de análise linguística a partir da teoria aprendida em sala de aula. Exercícios no Laboratório de Línguas. Apresentação de vídeos, CD-ROMs e outras mídias.

Bibliografia

CAGLIARI, L. C. Elementos de fonética do português brasileiro. 1981. 185 f. Tese (Livre-Docência em Fonética e Fonologia) – Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1982.
______. Análise fonológica: introdução à teoria e à prática com especial destaque para o modelo fonêmico. Campinas: Mercado de Letras, 2002.
______. Fonologia do português: análise pela geometria de traços. Campinas: edição do autor, 1997.
______. Acento em português. Campinas: edição do autor, 1999.
CALLOU, D.; LEITE, Y. Iniciação à fonética e à fonologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.
CÂMARA JUNIOR., J. M. Estrutura da língua portuguesa. 15. ed. Petrópolis: Vozes, 1985.
DELGADO MARTINS, M. R. Ouvir falar: introdução à fonética do português. Lisboa: Editorial Caminho, 1988.
FERREIRA NETTO, W. Introdução à fonologia da língua portuguesa. São Paulo: Hedra, 2001. p. 31-56.
LOPES, E. Fundamentos da linguística contemporânea. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1977.
MARTINET, A. Elementos de linguística geral. 4. ed. Lisboa: Sá da Costa, 1972.
______. A linguística sincrônica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1971.
MASSINI-CAGLIARI, G. Acento e ritmo. São Paulo: Contexto, 1992.
MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. Fonética. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (Orgs.). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001. v. 1, p. 105-146.
MATEUS, M. H. M. et al. Fonética, fonologia e morfologia do português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
PIKE, K. Phonemics: a technique for reducing languages to writing. 12th edition. Ann Arbor: The University of Michigan Press, 1971.
SILVA, T. C. Fonética e fonologia do português. São Paulo: Contexto, 1999.
______. Exercícios de fonética e fonologia. São Paulo, Contexto, 2003.
TROUBETZKOY, N. S. Principes de phonologie. Paris: Édition Klincsiek, 1970.

Critérios da avaliação de aprendizagem e atividades de recuperação

Elaboração de trabalhos e de exercícios de transcrição e análise dos sons da fala.
Aproveitamento das leituras e dos exercícios. Provas.
Atividades de recuperação: 1 Prova escrita e/ou oral; 2 Trabalhos individuais ou em grupo.

Ementa

Introdução aos procedimentos científicos de análise dos sons das línguas. Noções básicas de Fonética Articulatória. A Fonologia dentro dos moldes estruturalistas – Fonêmica. Introdução à teoria dos traços distintivos.

História das ideias linguisticas

Modalidade: Bacharelado/Licenciatura Plena
Departamento Responsável: Linguística
Nome da disciplina: HISTÓRIA DAS IDEIAS LINGUÍSTICAS
Sequência aconselhada: 2° semestre do 1° ano
Obrigatória
Pré-requisito: Não há
Créditos: 02
Carga Horária total: 30 horas
Teórica: 30 horas

Objetivos

Levar o aluno a reconhecer e a compreender diferentes ideias linguísticas – suas  hipóteses, seus objetivos, seus resultados, seus limites – bem como as razões sócio-históricas que as favoreceram.

Conteúdo Programático

Diferentes concepções de língua, linguagem.
Gramática e Linguística.
A gramática geral racional.
W. Von Humboldt e a tipologia linguística.
O método histórico-comparativo e os neogramáticos.
Saussure: a linguística como ciência.
As ideias de Chomsky.
Funcionalismo na linguística.
Perspectivas sócio-históricas da linguagem.

Metodologia de Ensino

Aulas expositivas; exercícios de aplicação; leituras, fichamentos e seminários; trabalhos extra-classe.

Bibliografia

BOUQUET, S. Introdução à leitura de Saussure. São Paulo: Cultrix, 2000.
COSERIU, E. Tradição e novidade na ciência da linguagem. Rio de Janeiro: Presença; São Paulo: EDUSP, 1980.
COUTINHO, I. L. Gramática histórica. Rio de Janeiro: Acadêmica, 1962.
CULLER, J. As ideias de Saussure. São Paulo: Cultrix, 1979.
FARACO, C. A. Linguística histórica: uma introdução ao estudo da história das línguas. São Paulo: Ática, 1991.
_____. Linguagem e diálogo: as ideias linguísticas do Círculo de Bakhtin. Curitiba: Criar Edições, 2003.
ILARI, R. Linguística românica. São Paulo: Ática, 1992.
LAUSBERG, H. Posição e significado da linguística românica. In: Linguística românica. Edição Caloustre Gulbenkian.
LEROY, M. As grandes correntes da linguística moderna. São Paulo: Cultrix, 1986.
LOPES, E. A identidade e a diferença. São Paulo: Edusp, 1997.
LYONS, J. As ideias de Chomsky. São Paulo: Cultrix, 1973.
MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. Introdução à linguística: fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004.
NEVES, M. H. de M. Um estudo sobre a língua na sua história: a língua como fim e como meio? DELTA, v. 10, número especial, 1994.
ORLANDI, E. História das ideias linguísticas: construção do saber metalinguístico e constituição da língua nacional. Campinas: Pontes, Unemat Editora, 2001.
SCHLIEBEN-LANGE, B. História do falar e história da linguística. Campinas: Editora da UNICAMP, 1993.
WEEDWOOD, B. História concisa da linguística. São Paulo: Parábola, 2002.

Critérios da avaliação de aprendizagem e atividades de recuperação

Provas bimestrais e semestrais; fichamentos e seminários; trabalhos extra-classe.
Atividades de recuperação: 1 Prova escrita e/ou oral; 2 Trabalhos individuais ou em grupo.

Ementa

Diferentes ideias sobre língua, linguagem e linguística.

Leitura e Produção de Textos II

Modalidade: Bacharelado/Licenciatura Plena
Departamento Responsável: Linguística
Identificação da Disciplina
Sequência aconselhada: 2° semestre do 1º ano
Obrigatória
Pré-requisito: Leitura e Produção de Textos I
Créditos: 02
Carga Horária total: 30 horas
Teórica: 30 horas

Objetivos

Levar o aluno a:
1 refletir sobre os mecanismos discursivos que constituem o texto escrito;
2 desenvolver habilidade na produção de textos;
3 examinar a dimensão da leitura no Brasil e os modos de uso em sala de aula.

Conteúdo Programático

1 Uso dos tempos verbais no texto argumentativo e no narrativo.
2 Personalização e impessoalização do texto.
3 Manifestação de vozes no texto: citação e intertextualidade.
4 Texto de ficção. Narrativa literária e narrativa não-literária.
5 Texto científico. A monografia.
6 Leitura, escrita e cultura.

Metodologia de Ensino

Aulas expositivas; pesquisa; leitura e produção de textos; exercícios.

Bibliografia

ABREU, A. S. Curso de redação. São Paulo: Ática, 2004.
______. A arte de argumentar gerenciando razão e emoção. 7. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro. Referências bibliográficas. NBR 6023/2002. Rio de Janeiro, ago. 2002.
BARRASS, R. Os cientistas precisam escrever. São Paulo: EDUSP, 1979.
BRETON, P. A manipulação da palavra. São Paulo: Loyola, 1999.
CHARTIER, R. Cultura escrita, literatura e história: conversas de Roger Chartier com Carlos Aguirre Anaya, Jesús Rosique, Daneil Goldin e Antoni Saborit. Tradução de Ernani Rosa. Porto Alegre: ARTMED, 2001.
COMPARATO, D. Roteiro. 2. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1983.
CORTINA, A. O príncipe de Maquiavel e seus leitores: uma investigação sobre o processo de leitura. São Paulo: EDUNESP, 2000.
ECO, U. Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
KOCH, I. G. V. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 1989.
______. O texto e a construção dos sentidos. 6. ed. revista e ampliada. São Paulo: Contexto, 2003.
LAJOLO, M.; ZILBERMAN, R. A formação da leitura no Brasil. São Paulo: Ática, 1998.
MARCHUSCHI, L. A. Gêneros textuais e funcionalidade. In: ONÍSIO, Â. P. et al. Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
SAVIOLI, F. P.; FIORIN, J. L. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 1995.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. revista de acordo com a ABNT e ampliada. São Paulo: Cortez, 2002.

Critérios da avaliação de aprendizagem e atividades de recuperação

Provas escritas; seminários e relatórios de leituras; trabalhos extraclasse.
Atividades de recuperação: 1 Prova escrita e/ou oral; 2 Trabalhos individuais ou em grupo.

Ementa

Texto; textualidade; monografia; leitura.

O Demente velho e a Cicuta — Fred Negrini

Henry Hudson, 49 anos entardecidos pelas lamúrias da vida, era hoje um homem, ainda que impossível conceber tal fato, entristecido por vislumbrar o findar daquela única coisa que podia dizer possuir: a vida. Era alto, esbelto, carismático e as pessoas que o conheciam não podiam deixar de notar sua singularidade, seu charme, seu glamour. Possuía longos cabelos enegrecidos, zelava mal por eles quando era necessário que fossem banhados, entretanto sentia-se feliz por possuir aqueles fios mal penteados, desarrumados, frisados, algumas vezes encaracolados. Seus olhos, velados pelos óculos arcaicos que se situavam em seu fino rosto, eram verdes como duas das mais belas esmeraldas. Seu corpo era esguio e coberto de pêlos, lembrava-se ainda que raramente dos momentos em que suas coxas eram magras e imberbes, antigos tempos em que a felicidade jorrava de seu íntimo e refletia naquele tudo que não era, nem nunca foi, nem nunca poderia ter sido. Seu humor nos faz lembrar de um violento mar, ora estava no ápice da onda emergente, ora estava no fundo do oceano ao lado dos bentônicos seres, entretanto, conforme a terra girara em torno do sol, sua meditatividade aumentaria e cada vez mais conseguiria manter-se em equilíbrio com a existência terrestre, assim estabilizando-se ao topo do mar, tal qual Jesus quando caminhava pelas águas.

Sua mente não podia parar de pensar sobre os lúgubres anseios do dormir que viria, sem talvez, um futuro acordar. O não-ser de Henry apenas observava o seu pensar, este último completamente inundado pelo pavor de se perder, de se tornar a gota d’água a se desmanchar no vasto oceano. A situação que nos encontramos, nós, humanos terrestres pode parecer-te, caro leitor ingênuo, cruel, inescrupulosa, e talvez fosse. Ao completar 50 ciclos terrestres, o ser humano em questão deve dirigir-se para a Corte Gerontológica mais próxima e tomar a pílula da morte, nomeada belamente como ‘Cicuta’, pelos mais intelectuais. Claro, o estado não poderia gastar o pouco dinheiro que lhe resta, gastar os poucos recursos terrestres para manter idosos com as capacidades físicas e intelectuais degeneradas; não poderia, nem deveria.

O Sr. Hudson, pobre saxofonista de um esquecido jazz, residia na cidade de Manchester, na Bretanha; Restava-lhe um mês, um simplório ciclo mensal para que a Cicuta lhe tirasse os restos de energia vital presentes em seu invólucro espiritual; Sentia-se feliz, sempre quis saber, pressentir o não-fim. Seu sax soava com mais feeling do que nunca; quando tocava apenas a música existia, seu ser evaporava, e gostava de comparar tal situação com a morte. Essa deveria ser como o ecoar do metal em suas mãos, não há um instrumentista, apenas as notas flutuam pelo ar, alegrando aqueles de bom ouvido.

— Preparem-me um banho, eu vou — disse Henry, a seus amigos e companheiros musicais, que dividiam aquele apartamento desleixado e mal cuidado. Eles, não entendiam o que o saxofonista proferia, suas palavras cada vez mais faziam menos sentido lógico. Ele sempre se auto declarava demente, insano, louco pela emotividade da arte, mas não tão ilógico, irracional quanto agora. Vinte e quatro horas depois do breve discurso, os devaneios do futuro não-Henry sofrem calefação, em um simples instante, aqueles líquidos pensamentos somem, esvaem-se, e o tão melodioso instrumentista percebe a sensação de todo o oceano penetrar-lhe em sua gota d’água, esta que nem podia-se dizer existir mais; momentos depois o corpo dele falece, aos 49 anos e 336 dias. Ao lado da banheira de água outrora quente, um bilhete: — Fui encontrar-me com o divino! A folha seca caí da árvore, mas a árvore não se esforça.

Bom, o que é amor? — Ivan Colonhesi

Bom, o que é amor?
Amor é uma palavra sem definição exata! Descreve um sentimento, coisa abstrata!
O que é amor?
Amor é substantivo, é sujeito, predicado, objeto direto e indireto!
Diríamos o que então?
“- Amor é fogo que arde sem se ver…
…é um contentamento descontente”
Tão confuso, sem explicação!
A verdade é que ninguém sabe o que é amor!
Os que pensam que não sabem, realmente não sabem,
os que pensam que sabem, muito menos sabem!
Amor tem um significado, um sentido, uma imagem para cada pessoa.
Amor pode ser sua namorada, esposa,
seus pais, seu animal de estimação, a professora da terceira série.
Pra mim, amor é um parque verde, com árvores, e bancos onde pessoas podem se sentar,
E conversar por muitas horas em uma tarde qualquer!
O que é amor?
Bom, a única forma de definirmos amor com exatidão, é dizendo que:
Amor é Amor!