Pulpinfra Parasub

Dime-Novels
Segundo o Priberam, paraliteratura é conjunto de textos que se considera à margem da literatura estabelecida ou dos cânones literários mais respeitados e que pode compreender gêneros variados tais como a ciência-ficção, o fantástico, o folhetim, a banda desenhada, o romance policial, textos de blogues, etc.

Adicione-se a literatura cor-de-rosa, o romance ultra-light, a literatura de cordel, a pornográfica, o desenho animado, os escritos publicitários, revistas sensacionalistas, as letras de música, as histórias em quadrinhos as novelas e as fotonovelas. Embora considerada um tipo de literatura marginal, não enquadrada propriamente no conceito de literatura, paraliteratura talvez seja um termo mais adequado e menos depreciativo do que infraliteratura, ou subliteratura.

A literatura barata, littérature de pacotille, é geralmente de caráter popular, escrita em curto período, de enredo descomplicado e superficial, com conteúdo que tende muitas vezes a ser sensacionalista e melodramático, .

As razões para considerar a paraliteratura como literatura medíocre, de qualidade inferior e sem mérito literário, são ideológicas ou sociológicas. A questão é que essa atitude redutora nem sempre é precisa (ao menos no tempo — um gênero paraliterário pode se enquadrar em classificações diferentes em diferentes momentos, como testemunham muitas obras ou gêneros outrora sub-classificados).

Para cortar o casaco conforme o pano, não me adianto mais; mas que há pano pra manga, ah, isso há!

Da discussão de ontem por Tom na aula  — Literatura e Cultura Brasileira

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